terça-feira, outubro 24

CALLÍPOLE

Quase escondida no ameno vale,
como irisada e grácil mariposa,
a minha terra lembra a mais formosa
de quantas há na "praia ocidental".

Nesga do céu caída em Portugal,
pátria do meu amor - Vila Viçosa,
é dádiva de Deus, de Deus saudosa,
ínclita mãe de heróis, nome imortal.

Fosse a minha voz pregão divino,
reza de monge, vibração de sino,
reverbo de vidro transparente:

O mundo invejaria o teu Ducado,
Callípole, relíquia do passado!
Ditosa maravilha do presente!

José Emídio Amaro
13/7/1931


Ó minha terra na planície rasa,
Branca de sol e cal e luar.
Florbela Espanca

Nasceu uma referência....

segunda-feira, outubro 16

quarta-feira, outubro 11

Votação


Terminou a votação para a escolha de um nome para um blogue sobre Vila Viçosa.

Obrigado a todos os que participaram nesta sondagem .

Mantenham-se atentos, em breve teremos novidades...

segunda-feira, outubro 9

Espiga Pinto




«Mapa da Memória Festiva c/ Sol Nascente»
(verde)óleo s/ tela120 x 74,5 cm
1995/96

Henrique Pousão - Museu virtual Calipole - Museu real no Porto



MENDIGO LAPITA
1880
Óleo sobre madeira 23 x 14 cm
Museu Nacional Soares dos Reis

quarta-feira, outubro 4

Bons Sonhos....

"Deus quer, o Homem sonha, a Obra nasce."

Acreditando na imparcialidade da vontade divina,
a origem do problema só poderá estar na falta de sonho do Homem!

Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho/
É uma constante da vida/
Tão concreta e definida/
Como outra coisa qualquer,/
Como esta pedra cinzenta/
Em que me sento e descanso,/
Como este ribeiro manso/
Em serenos sobressaltos,/
Como estes pinheiros altos/
Que em verde e oiro se agitam,/
Como estas aves que gritam/
Em bebedeiras de azul./

Eles não sabem que o sonho/
É vinho, é espuma, é fermento,/
Bichinho álacre e sedento,/
De focinho pontiagudo,/
Que fossa através de tudo/
Num perpétuo movimento./

Eles não sabem que o sonho/
É tela, é cor, é pincel,/
Base, fuste, capitel,/
Arco em ogiva, vitral,/
Pináculo de catedral,/
Contraponto, sinfonia,/
Máscara grega, magia,/
Que é retorta de alquimista,/
Mapa do mundo distante,/
Rosa-dos-ventos, Infante,/
Caravela quinhentista,/
Que é cabo da Boa Esperança,/
Ouro, canela, marfim,/
Florete de espadachim,/
Bastidor, passo de dança,/
Colombina e Arlequim,/
Passarola voadora,/
Pára-raios, locomotiva,/
Barco de proa festiva,/
Alto-forno, geradora,/
Cisão de átomo, radar,/
Ultra-som, televisão,/
Desembarque em foguetão/
Na superfície lunar./

Eles não sabem, nem sonham,/
Que o sonho comanda a vida./
Que sempre que um homem sonha/
O mundo pula e avança/
Como bola colorida/
Entre as mãos de uma criança./



António Gedeão, Movimento Perpétuo, Atlântida Editora


Que o sonho vos comande a vida!