Em 8 de Dezembro de 1854, o dogma da Imaculada Conceição - Padroeira de Portugal - foi definido pelo papa Pio IX .
A 8 de Dezembro de 1894, no dia de Nossa Senhora da Conceição nasce em Vila Viçosa, Flor Bela de Alma da Conceição, que ficaria conhecida para o mundo como Florbela Espanca.
Em 8 de Dezembro de 1930, morre em Matosinhos, Florbela Espanca....
mais informação em:
terras de mármore
quinta-feira, dezembro 7
quarta-feira, novembro 29
O blogue da Vila
Por falta de tempo e de inspiração não tenho conseguido actualizar este blogue, por isso, as minhas desculpas.
A new day is borning....
Vila Viçosa pode não ser (ainda) Património da Humanidade, mas para já é património de todos nós, Alentejanidade e Portugalidade!
Para já o Luís, o Nuno, Os Jorges e o Francisco esperam por vós nas terras de mármore

A new day is borning....
nasceu "o blogue da Vila!" - Terras de Mármore, que venham daí dar pontapés não na atmosfera mas sim no marasmo que paira e amaldiçoa Vila Viçosa, e que infelizmente parece ter contagiado a blogosfera Calipolense.
Como sabem eu estarei por lá.... assim como todos quantos se queiram associar ao projecto...Vila Viçosa pode não ser (ainda) Património da Humanidade, mas para já é património de todos nós, Alentejanidade e Portugalidade!
Para já o Luís, o Nuno, Os Jorges e o Francisco esperam por vós nas terras de mármore
quinta-feira, novembro 16
Sebastianismo em D. João IV
À entrada de Vila-Viçosa, sobre a porta chamada do «Nó», erguida por D. João IV para comemorar a sua aclamação em 1640, insculpe-se em duas almofadas de mármore uma inscrição misteriosa, que encerra consigo o segredo de todo o esforço admirável da nossa Restauração. Reza essa inscrição no seu latim doutíssimo, lembrado talvez ainda dos acentos puristas de mestre André de Rezende:
HOEC EST FATALIS
NODORUM PORTA.
JOANNES
ME NODO HESPERIOE
LIBERAT ENSE POTENS
SOLVIT ALEXANDER
NODUM UT REX IM-
PERET ORBI
REX MEUS UT REGIS
SCEPTRA LATENTIS
AGAT.
ANNO 1654.
Eis agora a tradução, segundo as melhores autoridades: - «Esta é a fatal porta dos nós. João poderoso, livra-me com a espada do nó da Espanha. Desfaz Alexandre o nó para imperar como rei na redondeza da terra: o meu rei o desata para empunhar os ceptros do Rei encoberto. Ano de 1654.»
Como monumento público à crença nacional na vinda do Desejado, não conheço outro mais expressivo. Na equilibrada dicção do epigrafista palpita, com verdade, a flama profunda que animou a resistência da alma colectiva contra a tentativa absorcionista de Castela. As iluminações proféticas do Padre António Vieira, as mil esperanças anónimas espalhadas no povo, ainda o elevado sentido duma predestinação mística, conferida por Deus a Portugal, em que vibram unânimes as peças jurídicas com que diante das cortes estrangeiras os nossos diplomatas e tratatdistas defenderam o direito da nossa nacionalidade à sua independência - nada, em resumo, é comparável à lápide comemorativa de Vila-Viçosa.
(...)
Por ela, o próprio Estado confessava a legitimidade do Sebastianismo, por ela o próprio monarca se tinha como herdeiro dos ceptros do Encoberto, sceptra Regis latentis. Na singeleza daquelas tantas parelhas latinas se condensa a história toda do profundo movimento nativista que no século XVII nos levantou em massa, como um só homem, perante o espectro, indubitavelmente temeroso, da monarquia do Escorial [dos Habsburgo]. Interpretá-la é refazer a psicologia dos bons avós de Seiscentos que, por meio da espada e da pena, abriram outra vez lugar a Portugal no concerto das nações europeias. Consola-nos, como prova do vigor da raça, recordar semelhante epopeia, tão desvirtuada pelas diatribes romântico-revolucionárias dos nossos historiadores, que, ao abordarem o assunto, apenas escutam a voz do seu ódio à Companhia de Jesus e à dinastia de Bragança.”
pp. 250-251.
[D. António prior do Crato] “Não se vendeu a Filipe, porque, subindo sempre de ambição, ia subindo sempre de preço. A sua índole, - a natureza dos seus sentimentos, mostrava-se de tal modo que, tendo sido seu mestre o virtuoso D. Frei Bartolomeu dos Mártires, nós sabemos com que afinco o prelado se opôs a que o proclamassem rei em Braga, - na sua cidade arqui-episcopal. De resto, já Rebelo da Silva, sem maior conhecimento da documentação existente nos fundos diplomáticos do país vizinho, nos deixa entrever a doblez do bastardo do infante D. Luís.”
pp. 262-263
“Cingindo (…) a coroa por uma catástrofe sem igual na nossa história, o Cardeal-Rei [Cardeal D. Henrique] sufocou a sua preferência pela duquesa D. Catarina, olhando à desgraça em que Portugal se encontrava, totalmente incapacitado de resistência diante do colosso espanhol. À roda dum trono prestes a vagar, fervia a intriga, enquanto a miséria aumentava no Estado e na colectividade.”
p. 263
“Mal a vida se lhe extinguiu [Cardeal-Rei D. Henrique], o torpel dos vivos cresceu de violência. Em Portugal, essa hora de alucinação colectiva não achou ainda o seu verdadeiro historiador. (…) Reputo mesmo um vastíssimo serviço prestado ao futuro de Portugal a revisão escrupulosa de tão acidentada época histórica. Ela nos manterá, por um lado, na fé imperecedora de que a raça portuguesa se retempera e redime na desgraça e, por outro, na certeza não menos fortificante de que de forma alguma caímos no cativeiro ou na escravidão, ao transitar para as mãos da dinastia filipina o ceptro de Afonso Henriques. Se perdíamos «rei natural», a culpa não era só da ambição de Filipe. Colhiam-se as consequências da política peninsular da casa de Avis, que, em seguida à nossa consolidação em Aljubarrota, sonhou com a coroa unida de Portugal e Castela. Fala-se a todo o momento dum “perigo espanhol”. Mas ninguém se lembra de que houve também para com Castela, um “perigo português”!
pp. 265-266
“Já no crepúsculo, a ideia universal de Cristandade recebia com a separação de Portugal o seu golpe de morte. Baseada no consenso unânime de «Respublica-Cristiana», a Europa vivera em sociedade internacional, debaixo do patrocínio augusto de Roma, até que o cisma de Lutero rasgou sacrilegamente a túnica sem costura de Jesus. Embora dentro do grémio da Igreja, a França alia-se ao Turco contra Carlos V, pondo em ameaça os destinos da fé e da civilização. Conjugada por parentesco e identidade de vistas políticas aos desígnios do império austríaco, a Espanha filipina assume então na Europa o papel grandioso de refazer a Cristandade despedaçada. (…)
"Mas o individualismo ia vencer tanto no instinto das nações como nas directrizes dos Estados. Enquanto o sábio paralelismo da centúria de Quinhentos se manteve de pé afiançado pela colaboração espontânea dos dois reinos amigos, a vocação da Península no mundo pôde cumprir-se. Agora que as duas metades se voltavam em adversárias irreconciliáveis, a Península teria que sucumbir necessariamente à conspiração que a Europa inteira urdia contra ela. Outro não é o sentido patético de D. Quijote, batendo-se dramaticamente por sonhos e aspirações que ninguém já quer – que ninguém já entende! O desastre consuma-se por fim em Westefália. Ali o Papado, como pacificadora força de coordenação política, desaparece por completo na sombra. Com ele desaparece a Espanha, como potencia europeia – como braço direito da Igreja. O conceito espiritual de Cristandade vê-se substituído pelo egoísmo nacionalista de cada Estado (…). Separados da Espanha, e agora num duelo irreparável nós contribuímos não pouco para o desastre total de Westefália. Mas o imperialismo do Conde-Duque [Olivares], lógico sob o aspecto do castelhano, impelira-nos para o único caminho em que a nossa salvação, como pátria, se tornava possível.”
pp. 275-276
“Desde que nos recordemos que em manifestos de responsabilidade, como a Lusitânia liberata, de António de Sousa de Macedo, rutilam os clarões da estranha auréola sebástica, decerto que se apossa logo de nós uma outra compreensão do assunto. Os nossos doutores e panfletários da Restauração são na Europa os precursores das modernas doutrinas nacionalistas, tão vigorosamente sustentadas por eles, que de Suárez e mais comentadores da Contra-Reforma, haviam recebido o conceito tomista do «pacto». Só por este aspecto, o século XVII é o século para cujo estudo eu chamo a atenção dos que pensam.”
pp. 279-280
“Porque se esterilizou então o esforço que parecia restituir-nos o antigo e perdido primado dos «barões assinalados» do Épico [Camões]? Pelo mesmo motivo de que, dissolvido o conceito internacional de Cristandade, nós nos sumíamos na sombra, envoltos no mesmo destino em que a Espanha se afundava, esmagada.”
(…)
“Colhiam-se os frutos de se haver trocado pela quimera insensata da monarquia-ecuménica o prudente e fecundo paralelismo em que Portugal e Castela sabiamente viveram no formidável labor apostólico do século XVI!”
pp. 280-281
… “1640 não representa nem deve representar uma causa de ódio ou de reivindita contra a Espanha. Aos mesmo tempo que nos ensinava a ter confiança nas nossas qualidades criadoras, aponta-nos o caminho a seguir nas relações peninsulares. Corrigenda sanguinolenta ao erro político cometido pela aspiração imperialista tanto da casa de Áustria, como mais atrás, da casa de Avis, fortifica-nos na convicção que a unidade da Península é uma UNIDADE ESPIRITUAL, garantida pela acção concorde de duas soberanias políticas, - a espanhola e a portuguesa. Que fomos nós, a partir da Restauração, embora o mistério do Encoberto se houvesse revelado e se chamasse Portugal-Restaurado? Fomos pelo mesmo conjunto de circunstâncias porque a Espanha nada foi também. Porque, divorciados da obra grandiosa que realizáramos ombro a ombro pelos quatro cantos da terra, nem já nos elevava acima das dissídias mútuas a ideia que nos Lusíadas palpitava: - nos Lusíadas, como bem o marcou Oliveira Martins, «testamento de Espanha», mas duma Espanha que, sendo camoniana, tanto era Castela como Portugal. Ressurgem hoje do conflito trágico das Nações os líneamentos esquecidos do Hispanismo, despertados pela voz juvenil da América maravilhosa.
Congracemo-nos, ajoelhados diante da lembrança das desgraças e pecados recíprocos. O Encoberto, corporizado no milagre sempre vivo da Restauração, é o Encoberto do Quinto-Império pacífico de Espanha e Portugal, fundadores de nacionalidades, pioneiros da única civilização possível. E se ao abraço reconciliatório o demoram ainda susceptibilidades dolorosas, decida-nos, por nosso lado, a memória de D. Luísa de Gusmão, que sendo uma Medina-Sidónia, nem por isso deixou de ser um dos obreiros mais eficazes do Portugal-Restaurado!”
pp. 281-282
António Sardinha, “1640” in À Lareira de Castela, Lisboa, Edições Gama, 1943, pp. 249-282.
in
HOEC EST FATALIS
NODORUM PORTA.
JOANNES
ME NODO HESPERIOE
LIBERAT ENSE POTENS
SOLVIT ALEXANDER
NODUM UT REX IM-
PERET ORBI
REX MEUS UT REGIS
SCEPTRA LATENTIS
AGAT.
ANNO 1654.
Eis agora a tradução, segundo as melhores autoridades: - «Esta é a fatal porta dos nós. João poderoso, livra-me com a espada do nó da Espanha. Desfaz Alexandre o nó para imperar como rei na redondeza da terra: o meu rei o desata para empunhar os ceptros do Rei encoberto. Ano de 1654.»
Como monumento público à crença nacional na vinda do Desejado, não conheço outro mais expressivo. Na equilibrada dicção do epigrafista palpita, com verdade, a flama profunda que animou a resistência da alma colectiva contra a tentativa absorcionista de Castela. As iluminações proféticas do Padre António Vieira, as mil esperanças anónimas espalhadas no povo, ainda o elevado sentido duma predestinação mística, conferida por Deus a Portugal, em que vibram unânimes as peças jurídicas com que diante das cortes estrangeiras os nossos diplomatas e tratatdistas defenderam o direito da nossa nacionalidade à sua independência - nada, em resumo, é comparável à lápide comemorativa de Vila-Viçosa.
(...)
Por ela, o próprio Estado confessava a legitimidade do Sebastianismo, por ela o próprio monarca se tinha como herdeiro dos ceptros do Encoberto, sceptra Regis latentis. Na singeleza daquelas tantas parelhas latinas se condensa a história toda do profundo movimento nativista que no século XVII nos levantou em massa, como um só homem, perante o espectro, indubitavelmente temeroso, da monarquia do Escorial [dos Habsburgo]. Interpretá-la é refazer a psicologia dos bons avós de Seiscentos que, por meio da espada e da pena, abriram outra vez lugar a Portugal no concerto das nações europeias. Consola-nos, como prova do vigor da raça, recordar semelhante epopeia, tão desvirtuada pelas diatribes romântico-revolucionárias dos nossos historiadores, que, ao abordarem o assunto, apenas escutam a voz do seu ódio à Companhia de Jesus e à dinastia de Bragança.”
pp. 250-251.
[D. António prior do Crato] “Não se vendeu a Filipe, porque, subindo sempre de ambição, ia subindo sempre de preço. A sua índole, - a natureza dos seus sentimentos, mostrava-se de tal modo que, tendo sido seu mestre o virtuoso D. Frei Bartolomeu dos Mártires, nós sabemos com que afinco o prelado se opôs a que o proclamassem rei em Braga, - na sua cidade arqui-episcopal. De resto, já Rebelo da Silva, sem maior conhecimento da documentação existente nos fundos diplomáticos do país vizinho, nos deixa entrever a doblez do bastardo do infante D. Luís.”
pp. 262-263
“Cingindo (…) a coroa por uma catástrofe sem igual na nossa história, o Cardeal-Rei [Cardeal D. Henrique] sufocou a sua preferência pela duquesa D. Catarina, olhando à desgraça em que Portugal se encontrava, totalmente incapacitado de resistência diante do colosso espanhol. À roda dum trono prestes a vagar, fervia a intriga, enquanto a miséria aumentava no Estado e na colectividade.”
p. 263
“Mal a vida se lhe extinguiu [Cardeal-Rei D. Henrique], o torpel dos vivos cresceu de violência. Em Portugal, essa hora de alucinação colectiva não achou ainda o seu verdadeiro historiador. (…) Reputo mesmo um vastíssimo serviço prestado ao futuro de Portugal a revisão escrupulosa de tão acidentada época histórica. Ela nos manterá, por um lado, na fé imperecedora de que a raça portuguesa se retempera e redime na desgraça e, por outro, na certeza não menos fortificante de que de forma alguma caímos no cativeiro ou na escravidão, ao transitar para as mãos da dinastia filipina o ceptro de Afonso Henriques. Se perdíamos «rei natural», a culpa não era só da ambição de Filipe. Colhiam-se as consequências da política peninsular da casa de Avis, que, em seguida à nossa consolidação em Aljubarrota, sonhou com a coroa unida de Portugal e Castela. Fala-se a todo o momento dum “perigo espanhol”. Mas ninguém se lembra de que houve também para com Castela, um “perigo português”!
pp. 265-266
“Já no crepúsculo, a ideia universal de Cristandade recebia com a separação de Portugal o seu golpe de morte. Baseada no consenso unânime de «Respublica-Cristiana», a Europa vivera em sociedade internacional, debaixo do patrocínio augusto de Roma, até que o cisma de Lutero rasgou sacrilegamente a túnica sem costura de Jesus. Embora dentro do grémio da Igreja, a França alia-se ao Turco contra Carlos V, pondo em ameaça os destinos da fé e da civilização. Conjugada por parentesco e identidade de vistas políticas aos desígnios do império austríaco, a Espanha filipina assume então na Europa o papel grandioso de refazer a Cristandade despedaçada. (…)
"Mas o individualismo ia vencer tanto no instinto das nações como nas directrizes dos Estados. Enquanto o sábio paralelismo da centúria de Quinhentos se manteve de pé afiançado pela colaboração espontânea dos dois reinos amigos, a vocação da Península no mundo pôde cumprir-se. Agora que as duas metades se voltavam em adversárias irreconciliáveis, a Península teria que sucumbir necessariamente à conspiração que a Europa inteira urdia contra ela. Outro não é o sentido patético de D. Quijote, batendo-se dramaticamente por sonhos e aspirações que ninguém já quer – que ninguém já entende! O desastre consuma-se por fim em Westefália. Ali o Papado, como pacificadora força de coordenação política, desaparece por completo na sombra. Com ele desaparece a Espanha, como potencia europeia – como braço direito da Igreja. O conceito espiritual de Cristandade vê-se substituído pelo egoísmo nacionalista de cada Estado (…). Separados da Espanha, e agora num duelo irreparável nós contribuímos não pouco para o desastre total de Westefália. Mas o imperialismo do Conde-Duque [Olivares], lógico sob o aspecto do castelhano, impelira-nos para o único caminho em que a nossa salvação, como pátria, se tornava possível.”
pp. 275-276
“Desde que nos recordemos que em manifestos de responsabilidade, como a Lusitânia liberata, de António de Sousa de Macedo, rutilam os clarões da estranha auréola sebástica, decerto que se apossa logo de nós uma outra compreensão do assunto. Os nossos doutores e panfletários da Restauração são na Europa os precursores das modernas doutrinas nacionalistas, tão vigorosamente sustentadas por eles, que de Suárez e mais comentadores da Contra-Reforma, haviam recebido o conceito tomista do «pacto». Só por este aspecto, o século XVII é o século para cujo estudo eu chamo a atenção dos que pensam.”
pp. 279-280
“Porque se esterilizou então o esforço que parecia restituir-nos o antigo e perdido primado dos «barões assinalados» do Épico [Camões]? Pelo mesmo motivo de que, dissolvido o conceito internacional de Cristandade, nós nos sumíamos na sombra, envoltos no mesmo destino em que a Espanha se afundava, esmagada.”
(…)
“Colhiam-se os frutos de se haver trocado pela quimera insensata da monarquia-ecuménica o prudente e fecundo paralelismo em que Portugal e Castela sabiamente viveram no formidável labor apostólico do século XVI!”
pp. 280-281
… “1640 não representa nem deve representar uma causa de ódio ou de reivindita contra a Espanha. Aos mesmo tempo que nos ensinava a ter confiança nas nossas qualidades criadoras, aponta-nos o caminho a seguir nas relações peninsulares. Corrigenda sanguinolenta ao erro político cometido pela aspiração imperialista tanto da casa de Áustria, como mais atrás, da casa de Avis, fortifica-nos na convicção que a unidade da Península é uma UNIDADE ESPIRITUAL, garantida pela acção concorde de duas soberanias políticas, - a espanhola e a portuguesa. Que fomos nós, a partir da Restauração, embora o mistério do Encoberto se houvesse revelado e se chamasse Portugal-Restaurado? Fomos pelo mesmo conjunto de circunstâncias porque a Espanha nada foi também. Porque, divorciados da obra grandiosa que realizáramos ombro a ombro pelos quatro cantos da terra, nem já nos elevava acima das dissídias mútuas a ideia que nos Lusíadas palpitava: - nos Lusíadas, como bem o marcou Oliveira Martins, «testamento de Espanha», mas duma Espanha que, sendo camoniana, tanto era Castela como Portugal. Ressurgem hoje do conflito trágico das Nações os líneamentos esquecidos do Hispanismo, despertados pela voz juvenil da América maravilhosa.
Congracemo-nos, ajoelhados diante da lembrança das desgraças e pecados recíprocos. O Encoberto, corporizado no milagre sempre vivo da Restauração, é o Encoberto do Quinto-Império pacífico de Espanha e Portugal, fundadores de nacionalidades, pioneiros da única civilização possível. E se ao abraço reconciliatório o demoram ainda susceptibilidades dolorosas, decida-nos, por nosso lado, a memória de D. Luísa de Gusmão, que sendo uma Medina-Sidónia, nem por isso deixou de ser um dos obreiros mais eficazes do Portugal-Restaurado!”
pp. 281-282
António Sardinha, “1640” in À Lareira de Castela, Lisboa, Edições Gama, 1943, pp. 249-282.
in
segunda-feira, novembro 6
INFOCALIPO - Vila Viçosa
Por falta de tempo para postar, roubei descaradamente uma "posta" ao Jorge Ferreira do Infocalipo...
Fazer um sonho …
Já sonhaste numa linda terra, bem no berço do Alentejo.
Onde a história de uma pátria se mistura com o encanto de uma nobre gente.
Sonha no berço de uma nação onde grandes batalhas de identidade se travaram e onde a beleza das brancas paredes faz transparecer uma nobre história.
Já sonhaste num passado onde a diferença estava dentro de cada um.
Onde a história conta terem existido valentes guerreiros de nobres princípios.
Pensa na tradição de uma gente que já não está mas onde no sangue dos seus filhos deixou o nobre caminho de uma gente que cresceu por fora e por dentro.
Já sonhaste no que o passado te pode ensinar minha linda princesa.
Onde a história te contou seres rainha de Portugal de gente nobre e sonhadora.
Acredita que o que foste serás e que o caminho que outros iniciaram outros de certo quererão continuar lutando e conquistando os lugares que inércia gente ocupa.
Sonharás que aqui neste estranho lugar para ti, gente nova nasce.
Onde a história é escrita não pelos olhos de quem já não vê mas sim pelos de quem quer olhar. Imagina uma terra moderna mas respeitosa do passado que tu escreveste. Aqui estarão guerreiros quem sem espadas nem punhais lutarão com nobres e honradas armas, aquelas que mais valem num mundo diferente, as armas das palavras.
Vila Viçosa é o berço da liberdade perante os espanhóis, é o lugar sagrado onde mora a rainha de todos os portugueses, mas é acima de tudo um lugar onde o tempo não deixa esquecer mas onde é necessário mudar o rumo dos acontecimentos.Modernidade acima de tudo, lembrando o passado nobre desta gente e lutando para um presente ainda mais sonhador mas tão coerente e construtivo como aquele que foi o dos nossos antepassados.
Bem vindos ao Infocalipo, não se esqueçam que aqui não estamos contra ninguém mas sim do lado deste lugar teu, meu e de todos os que respeitosamente queiram aqui aprender a ver o mundo.
Eu quero que tu sejas património mundial, minha terra.
INFOCALIPO - Vila Viçosa
Fazer um sonho …
Já sonhaste numa linda terra, bem no berço do Alentejo.
Onde a história de uma pátria se mistura com o encanto de uma nobre gente.
Sonha no berço de uma nação onde grandes batalhas de identidade se travaram e onde a beleza das brancas paredes faz transparecer uma nobre história.
Já sonhaste num passado onde a diferença estava dentro de cada um.
Onde a história conta terem existido valentes guerreiros de nobres princípios.
Pensa na tradição de uma gente que já não está mas onde no sangue dos seus filhos deixou o nobre caminho de uma gente que cresceu por fora e por dentro.
Já sonhaste no que o passado te pode ensinar minha linda princesa.
Onde a história te contou seres rainha de Portugal de gente nobre e sonhadora.
Acredita que o que foste serás e que o caminho que outros iniciaram outros de certo quererão continuar lutando e conquistando os lugares que inércia gente ocupa.
Sonharás que aqui neste estranho lugar para ti, gente nova nasce.
Onde a história é escrita não pelos olhos de quem já não vê mas sim pelos de quem quer olhar. Imagina uma terra moderna mas respeitosa do passado que tu escreveste. Aqui estarão guerreiros quem sem espadas nem punhais lutarão com nobres e honradas armas, aquelas que mais valem num mundo diferente, as armas das palavras.
Vila Viçosa é o berço da liberdade perante os espanhóis, é o lugar sagrado onde mora a rainha de todos os portugueses, mas é acima de tudo um lugar onde o tempo não deixa esquecer mas onde é necessário mudar o rumo dos acontecimentos.Modernidade acima de tudo, lembrando o passado nobre desta gente e lutando para um presente ainda mais sonhador mas tão coerente e construtivo como aquele que foi o dos nossos antepassados.
Bem vindos ao Infocalipo, não se esqueçam que aqui não estamos contra ninguém mas sim do lado deste lugar teu, meu e de todos os que respeitosamente queiram aqui aprender a ver o mundo.
Eu quero que tu sejas património mundial, minha terra.
INFOCALIPO - Vila Viçosa
terça-feira, outubro 24
CALLÍPOLE
Quase escondida no ameno vale,
como irisada e grácil mariposa,
a minha terra lembra a mais formosa
de quantas há na "praia ocidental".
Nesga do céu caída em Portugal,
pátria do meu amor - Vila Viçosa,
é dádiva de Deus, de Deus saudosa,
ínclita mãe de heróis, nome imortal.
Fosse a minha voz pregão divino,
reza de monge, vibração de sino,
reverbo de vidro transparente:
O mundo invejaria o teu Ducado,
Callípole, relíquia do passado!
Ditosa maravilha do presente!
José Emídio Amaro
13/7/1931
Ó minha terra na planície rasa,
Branca de sol e cal e luar.
Florbela Espanca
como irisada e grácil mariposa,
a minha terra lembra a mais formosa
de quantas há na "praia ocidental".
Nesga do céu caída em Portugal,
pátria do meu amor - Vila Viçosa,
é dádiva de Deus, de Deus saudosa,
ínclita mãe de heróis, nome imortal.
Fosse a minha voz pregão divino,
reza de monge, vibração de sino,
reverbo de vidro transparente:
O mundo invejaria o teu Ducado,
Callípole, relíquia do passado!
Ditosa maravilha do presente!
José Emídio Amaro
13/7/1931
Ó minha terra na planície rasa,
Branca de sol e cal e luar.
Florbela Espanca
segunda-feira, outubro 16
quarta-feira, outubro 11
Votação
segunda-feira, outubro 9
quarta-feira, outubro 4
Bons Sonhos....
"Deus quer, o Homem sonha, a Obra nasce."
Acreditando na imparcialidade da vontade divina,
a origem do problema só poderá estar na falta de sonho do Homem!
Pedra Filosofal
Eles não sabem que o sonho/
É uma constante da vida/
Tão concreta e definida/
Como outra coisa qualquer,/
Como esta pedra cinzenta/
Em que me sento e descanso,/
Como este ribeiro manso/
Em serenos sobressaltos,/
Como estes pinheiros altos/
Que em verde e oiro se agitam,/
Como estas aves que gritam/
Em bebedeiras de azul./
Eles não sabem que o sonho/
É vinho, é espuma, é fermento,/
Bichinho álacre e sedento,/
De focinho pontiagudo,/
Que fossa através de tudo/
Num perpétuo movimento./
Eles não sabem que o sonho/
É tela, é cor, é pincel,/
Base, fuste, capitel,/
Arco em ogiva, vitral,/
Pináculo de catedral,/
Contraponto, sinfonia,/
Máscara grega, magia,/
Que é retorta de alquimista,/
Mapa do mundo distante,/
Rosa-dos-ventos, Infante,/
Caravela quinhentista,/
Que é cabo da Boa Esperança,/
Ouro, canela, marfim,/
Florete de espadachim,/
Bastidor, passo de dança,/
Colombina e Arlequim,/
Passarola voadora,/
Pára-raios, locomotiva,/
Barco de proa festiva,/
Alto-forno, geradora,/
Cisão de átomo, radar,/
Ultra-som, televisão,/
Desembarque em foguetão/
Na superfície lunar./
Eles não sabem, nem sonham,/
Que o sonho comanda a vida./
Que sempre que um homem sonha/
O mundo pula e avança/
Como bola colorida/
Entre as mãos de uma criança./
António Gedeão, Movimento Perpétuo, Atlântida Editora
Que o sonho vos comande a vida!
Acreditando na imparcialidade da vontade divina,
a origem do problema só poderá estar na falta de sonho do Homem!
Pedra Filosofal
Eles não sabem que o sonho/
É uma constante da vida/
Tão concreta e definida/
Como outra coisa qualquer,/
Como esta pedra cinzenta/
Em que me sento e descanso,/
Como este ribeiro manso/
Em serenos sobressaltos,/
Como estes pinheiros altos/
Que em verde e oiro se agitam,/
Como estas aves que gritam/
Em bebedeiras de azul./
Eles não sabem que o sonho/
É vinho, é espuma, é fermento,/
Bichinho álacre e sedento,/
De focinho pontiagudo,/
Que fossa através de tudo/
Num perpétuo movimento./
Eles não sabem que o sonho/
É tela, é cor, é pincel,/
Base, fuste, capitel,/
Arco em ogiva, vitral,/
Pináculo de catedral,/
Contraponto, sinfonia,/
Máscara grega, magia,/
Que é retorta de alquimista,/
Mapa do mundo distante,/
Rosa-dos-ventos, Infante,/
Caravela quinhentista,/
Que é cabo da Boa Esperança,/
Ouro, canela, marfim,/
Florete de espadachim,/
Bastidor, passo de dança,/
Colombina e Arlequim,/
Passarola voadora,/
Pára-raios, locomotiva,/
Barco de proa festiva,/
Alto-forno, geradora,/
Cisão de átomo, radar,/
Ultra-som, televisão,/
Desembarque em foguetão/
Na superfície lunar./
Eles não sabem, nem sonham,/
Que o sonho comanda a vida./
Que sempre que um homem sonha/
O mundo pula e avança/
Como bola colorida/
Entre as mãos de uma criança./
António Gedeão, Movimento Perpétuo, Atlântida Editora
Que o sonho vos comande a vida!
quinta-feira, setembro 28
Mudança... a Calipole está a mudar.... em breve...
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luis de Camões
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luis de Camões
Vamos lá votar!
parece que o boletim de votos no nosso blogue não está lá muito bom, passem pelos blogues amigos e votem por lá!!
www.dnunalvarespereira.blogspot.com
http://www.orestauradordaindependencia.blogspot.com
a malta agradece!
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quarta-feira, setembro 27
Pobre de Cristo
A José Emídio Amaro
Ó minha terra na planície rasa,
Branca de sol e cal e de luar,
Minha terra que nunca viste o mar,
Onde tenho o meu pão e a minha casa.
Minha terra de tardes sem uma asa,
Sem um bater de folhas...a dormitar...
Meu anel de rubis a flamejar,
Minha terra moirisca a arder em brasa!
Minha terra onde meu irmão nasceu
Aonde a mãe que eu tive e que morreu
Foi moça e loira, amou e foi amada!
Truz...Truz...Truz... -- Eu não tenho onde me acoite,
Sou um pobre de longe, é quase noite,
Terra, quero dormir, dá-me pousada!...
Florbela Espanca
Ó minha terra na planície rasa,
Branca de sol e cal e de luar,
Minha terra que nunca viste o mar,
Onde tenho o meu pão e a minha casa.
Minha terra de tardes sem uma asa,
Sem um bater de folhas...a dormitar...
Meu anel de rubis a flamejar,
Minha terra moirisca a arder em brasa!
Minha terra onde meu irmão nasceu
Aonde a mãe que eu tive e que morreu
Foi moça e loira, amou e foi amada!
Truz...Truz...Truz... -- Eu não tenho onde me acoite,
Sou um pobre de longe, é quase noite,
Terra, quero dormir, dá-me pousada!...
Florbela Espanca
Vila Viçosa - onde dormir?
O sector do Turismo começa a ser encarado pelos empresários e investidores como um sector bastante atractivo.
Vila Viçosa, não foge a esta onda de investimento e a confirmá-lo estão diversos empreendimentos desenvolvidos nos últimos anos, bem como os diversos projectos que se encontram ainda em desenvolvimento e estudo.
É uma Vila Viçosa diferente aquela que hoje recebe os turistas, há outras condições, mais dignas, mais nobres.... É uma Calipole que tenta renascer das cinzas com a iniciativa privada, é uma Calipole que merece ser apoiada e divulgada.
Onde dormir então?
Pousadas de Portugal - D. João IV - Pousada D. João IV/
Aldeamento de Peixinhos - www.peixinhos.com
Casa de Peixinhos - www.casadospeixinhos.pa-net.pt
Solar dos Mascarenhas - http://solardosmascarenhas.com/
Naturalmente, existem outros alojamentos de qualidade e a preços mais acessíveis. Embora ainda não exista uma unidade hoteleira de média dimensão, existe actualmente muita oferta... sem que a procura se revele difícil....
RESIDENCIAL D. CARLOS - Praça da República 7160 Vila Viçosa * Telef.: 268 980318
RESIDENCIAL O PARAÍSO - Estrada do Alandroal 7160 Vila Viçosa * Telef.: 268 980392
CASA DAS FLORES DE A. J. R. SANTOS - R. Gomes Jardim, 19 7160 Vila Viçosa * Telef.: 268 999403
CASA DA "MARIQUINHA" - Av. Duques de Bragança, 56 7160 Vila Viçosa * Telef.: 268 980523
Venha de lá então visitar Vila Viçosa - Princesa do Alentejo!
Vila Viçosa, não foge a esta onda de investimento e a confirmá-lo estão diversos empreendimentos desenvolvidos nos últimos anos, bem como os diversos projectos que se encontram ainda em desenvolvimento e estudo.
É uma Vila Viçosa diferente aquela que hoje recebe os turistas, há outras condições, mais dignas, mais nobres.... É uma Calipole que tenta renascer das cinzas com a iniciativa privada, é uma Calipole que merece ser apoiada e divulgada.
Onde dormir então?
Pousadas de Portugal - D. João IV - Pousada D. João IV/
Aldeamento de Peixinhos - www.peixinhos.com
Casa de Peixinhos - www.casadospeixinhos.pa-net.pt
Solar dos Mascarenhas - http://solardosmascarenhas.com/
Naturalmente, existem outros alojamentos de qualidade e a preços mais acessíveis. Embora ainda não exista uma unidade hoteleira de média dimensão, existe actualmente muita oferta... sem que a procura se revele difícil....
RESIDENCIAL D. CARLOS - Praça da República 7160 Vila Viçosa * Telef.: 268 980318
RESIDENCIAL O PARAÍSO - Estrada do Alandroal 7160 Vila Viçosa * Telef.: 268 980392
CASA DAS FLORES DE A. J. R. SANTOS - R. Gomes Jardim, 19 7160 Vila Viçosa * Telef.: 268 999403
CASA DA "MARIQUINHA" - Av. Duques de Bragança, 56 7160 Vila Viçosa * Telef.: 268 980523
Venha de lá então visitar Vila Viçosa - Princesa do Alentejo!
sexta-feira, setembro 15
Capuchos - Festa ou Festival?
De volta após recuperação das Festas dos Capuchos, fiquei intrigado será que o destino das festas populares é o de transformarem-se em Festivais?
De ano para ano as Festas dos Capuchos têm vindo a receber cada vez mais gente, mas o facto de haver um aumento na procura não quer dizer que haja mais ou melhor oferta.
As Festas dos Capuchos de hoje pouco mais significam que um concerto para abrir a noite enquanto outros ânimos aquecem e após término do concerto, os mais velhos retiram-se a casa enquanto que os mais novos se transferem para as barracas de comes e bebes, bares e discotecas.
Será que não há mais nada para oferecer? Será que custa muito oferecer um programa diferente?
Ainda propósito deste tema, fica então a sugestão e as boas vindas ao conterrâneo Princesa do Alentejo:
http://www.princesadoalentejo.blogspot.com/
De ano para ano as Festas dos Capuchos têm vindo a receber cada vez mais gente, mas o facto de haver um aumento na procura não quer dizer que haja mais ou melhor oferta.
As Festas dos Capuchos de hoje pouco mais significam que um concerto para abrir a noite enquanto outros ânimos aquecem e após término do concerto, os mais velhos retiram-se a casa enquanto que os mais novos se transferem para as barracas de comes e bebes, bares e discotecas.
Será que não há mais nada para oferecer? Será que custa muito oferecer um programa diferente?
Ainda propósito deste tema, fica então a sugestão e as boas vindas ao conterrâneo Princesa do Alentejo:
http://www.princesadoalentejo.blogspot.com/
sábado, setembro 9
Capuchos
Capuchos, adorável iminência,
com hortas e ribeiros em redor...
Ó formosa paisagem... sedutor
recanto de alegria e penitência...
Quem me dera passar a minha existência
gozando o doce enlevo de um pastor,
ou cultivando, simples lavrador,
teu solo de divina florescência.
Ò terra dos humildes capuchinhos,
irmãos de S. Francisco, pobrezinhos...
-há quanto tempo já os não abrigas!
Agora és lugar das romarias.
Lá vem Setembro... Que bonitos dias!
Toma cuidado com as raparigas...
José Emídio Amaro
22/07/1931
com hortas e ribeiros em redor...
Ó formosa paisagem... sedutor
recanto de alegria e penitência...
Quem me dera passar a minha existência
gozando o doce enlevo de um pastor,
ou cultivando, simples lavrador,
teu solo de divina florescência.
Ò terra dos humildes capuchinhos,
irmãos de S. Francisco, pobrezinhos...
-há quanto tempo já os não abrigas!
Agora és lugar das romarias.
Lá vem Setembro... Que bonitos dias!
Toma cuidado com as raparigas...
José Emídio Amaro
22/07/1931
quinta-feira, setembro 7
de volta... - Sugestão da Semana - Festas dos Capuchos - Vila Viçosa
Acabadas que estão as férias, é altura de começar um novo ano...
Em Vila Viçosa a reentre é oficialmente assinalada pelas Festas dos Capuchos, Festas em Honra de N. Srª da Piedade e do Sr. dos Aflitos, em Vila Viçosa, que como tradicionalmente se irão realizar no 2º fim-de-semana de Setembro.
Por inoperacionalidade (já habitual!) do site da Câmara Municipal de Vila Viçosa, as festas encontram-se a ser divulgadas pelos blogs da terra, a isto se chama serviços público.
Em boa verdade se poderia dizer que as Festas dos Capuchos em Vila Viçosa, dispensam qualquer publicidade, pois são de tal forma sobejamente conhecidas que por vezes se tornam congestionadas.
No entanto, o povo de Vila Viçosa, como sempre, será bom anfitrião e acolherá de braços abertos todos quanto aqui se queiram divertir, passear, etc...
Em Vila Viçosa a reentre é oficialmente assinalada pelas Festas dos Capuchos, Festas em Honra de N. Srª da Piedade e do Sr. dos Aflitos, em Vila Viçosa, que como tradicionalmente se irão realizar no 2º fim-de-semana de Setembro.
Por inoperacionalidade (já habitual!) do site da Câmara Municipal de Vila Viçosa, as festas encontram-se a ser divulgadas pelos blogs da terra, a isto se chama serviços público.
Em boa verdade se poderia dizer que as Festas dos Capuchos em Vila Viçosa, dispensam qualquer publicidade, pois são de tal forma sobejamente conhecidas que por vezes se tornam congestionadas.
No entanto, o povo de Vila Viçosa, como sempre, será bom anfitrião e acolherá de braços abertos todos quanto aqui se queiram divertir, passear, etc...

foto: David Mendes
Momento 4 – 2006
E este ano? Decerto acontecerão mil coisas como estas, na festa que afinal tem como mais importante vertente a religiosa, entre muitas outras, de género distinto, para divertida folgança de calipolenses e forasteiros que visitam Vila Viçosa. Que todos se alegrem, em honra dos frades capuchinhos que oferecem o nome ao evento, são os fortes e sinceros desejos da organização.
Joaquim Saial
Mais informação das Festas dos Capuchos em:
Joaquim Saial
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